Charque

O charque e o jerked beef são subprodutos da carne que estão profundamente enraizados nos costumes dos Estados do Norte e Nordeste do país, e difundidos imensamente nos Estados do Sul a partir da imigração do povo nordestino. É em função destes fatores, aliados à incorporação desses alimentos no hábito alimentar nacional, que o consumo dos mesmos tem aumentado significativamente.

A diferença reside basicamente na técnica de preparo, porém ambos são feitos de carne bovina adicionados de sal e expostos ao sol.

Entende-se por "charque", sem qualquer outra especificação, a carne bovina salgada e dessecada. (R.I.I.S.P.O.A., Art.431, 1952). 

O charque não deve conter mais de 45% (quarenta e cinco por cento) de umidade na porção muscular, nem mais de 15% (quinze por cento) de resíduo mineral fixo total, tolerando-se até 5% (cinco por cento) de variação. (R.I.I.S.P.O.A., Art.432, 1952). 

Típico da região Sul do Brasil (o nome vem do dialeto quíchua xarqui, língua dos índios que habitavam a região dos Andes), é o resultado da salga forte de manta de carne desossada, seguida de sua exposição ao sol até atingir o ponto de dessecação que permita a conservação do produto em condições ambientais (normalmente por até 180 dias), permitindo sua comercialização em mercados distantes da sua fonte de produção.